domingo, 19 de junho de 2016

 POR CAUSA DA MULHER


Há alguns anos, escrevi um artigo literário com aparência de artigo científico, em que defendi a opinião de que a Mulher, ao se rebelar contra o estado de natureza em que vivia como as fêmeas de quase todas as espécies animais e encarar o homem frente a frente pra tudo, inventando o papai e mamãe a princípio e depois o mamãe e papai, significando a era da alternância de papéis, logo, de liderança, assumiu o controle das regras de acasalamento e instigou o homem a dar provas de competência antes cair nas suas graças. Isto levou o homem a realizar progressivamente proezas em todas as áreas da vida, conforme os seus talentos. Ao longo da história vemos o homem inventando coisas, fazendo guerras, criando esportes e mil formas de competição entre si, partindo para aventuras, criando obras de arte nos mais variados gêneros, dando shows de coragem e exibicionismo, conquistando poder e fortunas, liderando isso e aquilo, movendo céus e terras, “mudando até o curso da história por causa mulher ( Gilberto Gil)..”

A mulher percebeu que isso mantinha os homens ocupados e deixava-a respirar, pois não havia um sujeito ao seu lado o tempo todo querendo carinho, cuidado, atenção, recompensas e solução para seus problemas hormonais. Assim ela podia melhor se dedicar e cuidar da casa, da aparência pessoal e da maternidade (ela fazia qualquer negócio para gerar sua prole e assegurar que ela crescesse saudável e se tornasse capaz de reproduzir e dar continuidade à sua família e consequentemente à espécie humana).

E deste modo, a mulher foi criando um ambiente supercompensador para o repouso e trégua prazerosa do guerreiro, que antes que ele caísse no tédio da rotina e do sedentarismo, era mandado de volta para os campos de caça, colheita, competição, mineração e guerra, onde ele tinha o prazer de levar uma vida cheia de imprevistos, sem rotina, com muita variação de estímulo, perigos, ameaças, combates, levantamentos e transportes de pesos, frustrações, fracassos, vitórias e sucessos, que o faziam gastar muita adrenalina e descarregar quase toda a agressividade. A caverna ou a cabana do guerreiro era o seu “pit stop” onde a equipe feita de esposa (s), filhas, sogra, mãe viúva, etc., oferecia todos os serviços necessários para recolocar o carro de Fórmula H de novo na pista.

E naquele artigo, coloquei umas ponderações que para mim são provas dessa opinião, a saber:

a) A mulher é o único tipo de fêmea que encara de frente o macho da sua espécie em quase todas as situações e alterna com ele a liderança em qualquer tipo de dança.

b) É a única fêmea que se pinta e se enfeita para impressionar o macho e ou adquirir vantagens competitivas sobre as concorrentes.

c) É a única fêmea que desenvolveu uma morfologia (design) e uma anatomia (seios grandes, cintura fina, bum-bum com significativa saliência lateral, traseira ou dupla, pele muito pelada, em relação às fêmeas das demais espécies), com finalidades exclusivas para causar impacto sexual nos machos e para fazer efeito estético (uma vez que não são necessários para a fecundação, gestação, parição e amamentação).

d) É a única fêmea que canta e que com seu canto pode exercer efeito estético sobre todos e efeito sexual sobre as partes interessadas (estimula a produção de oxitocina e feromônios), nas demais espécies só os machos cantam e geralmente para atrair as fêmeas. Somente os pássaros, os grilos, as cigaras, etc. machos cantam e justamente para atrair as fêmeas, exemplos

e) É única fêmea que, como regra e contrariando a regra da população das fêmeas de todas as espécies, é mais bonita do que os machos da sua espécie (os machos humanos têm morfologias simples, com muitos traços retilíneos e regulares, enquanto as fêmeas têm morfologias complexas, plenas de linhas curvas frontais, traseiras e laterais, formando os mais variados “designs”, uma riqueza de formas incríveis. Já pararam para observar a crista do galo, a cauda do pavão, a juba do leão, o cupim do touro, o porte atlético dos demais machos (enquanto as fêmeas são versões menores e mais fracas dos seus respectivos machos, mas com morfologias muito semelhantes).

f) E para finalizar, a mulher é a única fêmea que dança (dança árabe, dança judia, dança indiana, dança flamenca, dança do ventre, danças e danças) e com as finalidades de atrair, encantar e escravizar os machos humanos e causar um agradável efeito estético sobre nós, pobres mortais!


Concluímos por tanto que a Mulher ao se rebelar e impor sua forma de ser desestruturou a motivação animal dentro do homem e ele teve que mudar e assim ela foi mudando e instigando-o a novas mudanças e essa história do eu mudo e você muda, por que você me quer e fará qualquer negócio para me ter em seus braços, resultou em nossa civilização e irá nos levar mais longe, apesar das disposições em contrário dos ativismos que burramente querem destruir o feminino na mulher e fazê-la perder a sua essência de mulher, bem como, o masculino no homem e tentar fazê-lo perder a sua essência de homem.

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